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Aquinos vende 2,3 milhões de sofás por ano

Atualizado: 22 de Jun de 2018

Já lá vão mais de três décadas, quando arrancaram a sua atividade com seis trabalhadores. Corria o ano de 1985, quando a Aquinos se lançou no mercado, primeiramente só a nível interno. Rapidamente, de seis trabalhadores, passaram o nível de 100 empregos. Dois anos volvidos, a estratégica passa também por penetrar nos mercados externos, pois “Portugal era muito pequeno e limitado para podermos crescer”, relata ao nosso jornal o CEO do Grupo, Carlos Aquino, em entrevista que nos gentilmente nos concedeu na sede em Tábua.


Se Espanha foi o primeiro mercado a explorar, rapidamente, mais uma vez, diversos outros mercados abriram as suas portas aquele que é já um dos maiores grupos mundiais de Sofás e Colchões. “A imagem de Portugal entretanto começou a melhorar, mas ainda há um caminho a percorrer”, refere-nos, situando em 2002 o grande salto em termos de volume de negócios, com a entrada daquele que foi o seu maior cliente, durante anos: Grupo Ikea. A partir dessa data o crescimento seguiu uma trajetória ascendente e sustentada, com a penetração depois noutro gigante da área: Conforama.


A produção de componentes de madeira, fibra de poliéster, molas ensacadas para colchões e espuma, ao longo dos últimos anos, permitiu “verticalizar a montante” a sua produção. “Até ao final de 2017 iremos conseguir produzir verticalmente, nas nossas fábricas, todos os produtos que vendemos”, explica-nos. Os sofás representam atualmente 60% de produção e desde 2002, produzem colchões, com a aquisição da Climax, entretanto deslocada para Tábua. Ásia, Europa, América, são os principais mercados de destino dos seus produtos.


A maior vantagem competitiva é sem dúvida “uma equipa de colaboradores extraordinária, em que temos 30 técnicos especializados que se dedicam ao design, uma área vital dentro da estrutura, que permite o desenvolvimento de muitos produtos que o mercado pede”. Depois de falhada a compra do Grupo Francês, Cauval, (a Aquinos chegou à disputa final apenas com um Fundo de Investimento, depois de 11 empresas terem formalizado interesse na compra), estão atentos a outras boas oportunidades.


“Em carteira tínhamos um plano B, e adquirimos em França outra empresa, que estamos agora a desenvolver”, revela-nos Carlos Aquino. 180 milhões de euros de volume de negócios, com um milhão de colchões e 2,3 milhões de sofás produzidos e cerca de 2 600 trabalhadores no total é o diagnóstico atual do Grupo.

Instado a comentar a situação na unidade de Nelas, dá-nos conta que “dada a limitação de espaço não podemos crescer mais, mas estamos muito satisfeitos com o seu desempenho, pois temos excelentes trabalhadores”.


No total a fábrica de Nelas emprega mais de 300 trabalhadores. O Grupo prepara-se entretanto para inaugurar a nova unidade de produção em Oliveirinha (Carregal do Sal), depois ter adquirido os pavilhões das falidas Basmad e Lecomad, num investimento total estimado de 12 milhões de euros. Depois de algum atraso nas obras, que fundiram os dois pavilhões, a nova unidade arrancará muito em breve, tendo uma parte considerável dos trabalhadores estando já recrutada, e em formação. “Iremos ao longo da evolução desta fábrica, contratando mais trabalhadores, prevendo que no total criemos mais de 350 empregos”.


Lamentando que Portugal ainda tenha um mercado de trabalho “muito desregulado”, em que existe uma grande quantidade de “profissionais do desemprego, que claramente não quer trabalhar”, sente na pele dificuldades em recrutar mão de obra mais qualificada. “Temos que internamente dar muita formação, para colocar os trabalhadores aptos para determinadas funções”, explica.


As escolhas de Nelas e Carregal do Sal, para instalar duas importantes fábricas, teve muito a ver com a “excelente localização geográfica e as condições em termos de acessibilidades”, afirma, acrescentando a proximidade com Tábua também como ponto forte. Pontos fortes, em termos de competitividade à escala global, refere-nos “a agressividade e dinamismo comercial, o que muito tem contribuído para o nosso crescimento”. “Quando o cliente pensa, nós já estamos a fazer”, diz-nos, orgulhoso com a equipa de Investigação & Desenvolvimento do Grupo, que além da criatividade, com muitas ideias próprias, mas que também viaja muito por todo o mundo, assentando o seu trabalho também na rapidez.


A recente denúncia de alegadas más condições de trabalho na fábrica de Nelas, apenas mereceu o seguinte comentário do Administrador da Aquinos: “É estranho e lamentável que um partido que suporta o atual Governo, só ouvindo uma das partes, e sem quaisquer provas, tenho proferido aquelas acusações, nem sequer solicitando uma visita à empresa. A situação foi de uma grande irresponsabilidade, e nós, estando de consciência tranquila, demos-lhe a importância que tem, ou seja, nenhuma”.


Fonte: Centro Notícias


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